Empresas como JPMorgan e Disney implementam leaderboards de uso de IA e geram competição entre funcionários
Grandes corporações como JPMorgan, Disney e Meta estão monitorando o uso de inteligência artificial por seus funcionários e criando rankings internos, conhecidos como 'tokenmaxxing'. A prática separa usuários intensivos de IA dos demais, com dashboards que classificam colaboradores em categorias como 'não usuários', 'usuários leves' ou 'usuários pesados'. Em alguns casos, funcionários chegam a invocar modelos como o Claude centenas de milhares de vezes em poucos dias.
Como as empresas estão monitorando o uso de IA
Empresas como JPMorgan, Disney e Meta adotaram sistemas de monitoramento para acompanhar a utilização de ferramentas de inteligência artificial por seus funcionários. No JPMorgan, dashboards internos categorizam os colaboradores em três níveis: 'não usuários', 'usuários leves' e 'usuários pesados'. Na Disney, um funcionário chegou a invocar o modelo Claude 460 mil vezes em apenas nove dias, possivelmente com o auxílio de agentes automatizados. Já na Meta, engenheiros podem receber títulos como 'Token Legend' com base na quantidade de tokens utilizados, uma métrica que mede o volume de dados processados pelos modelos de IA.
Impacto nas dinâmicas de trabalho e competição interna
A implementação desses leaderboards tem gerado uma nova forma de competição no ambiente corporativo, conhecida como 'tokenmaxxing'. Enquanto alguns funcionários buscam maximizar o uso de IA para subir nos rankings, outros questionam se a prática valoriza mais a quantidade do que a qualidade das interações. Há relatos de colaboradores que se sentem pressionados a aumentar seu uso de IA para não ficarem para trás, enquanto outros são céticos em relação à eficácia real dessas métricas. A tendência levanta debates sobre se os rankings promovem uma competição saudável ou apenas incentivam o uso excessivo sem foco em resultados concretos.