Estreito de Ormuz opera abaixo de 10% da capacidade; Irã anuncia 'nova fase' e preço do petróleo oscila
O tráfego marítimo pelo Estreito de Ormuz está operando com menos de 10% do volume normal, com apenas seis navios passando nas últimas 24 horas. O Irã anunciou uma 'nova fase' para o estreito, com declarações sugerindo a cobrança de pedágio. As incertezas na região impactam o preço do petróleo, que mantém cotação em alta.
Restrições no Estreito de Ormuz
O Irã impôs restrições sobre o Estreito de Ormuz, efetivamente fechando a passagem para o tráfego marítimo. A Guarda Revolucionária do Irã anunciou rotas alternativas para evitar minas navais e praticamente não tem concedido autorização a embarcações para atravessar o estreito. Dados de rastreamento de navios indicam que apenas seis navios passaram pelo estreito nas últimas 24 horas, um número significativamente menor comparado aos cerca de 140 normalmente registrados.
'Nova fase' e pedágio no Estreito
O líder supremo do Irã, Mojtaba Khamenei, declarou que a gestão do Estreito de Ormuz entrará em uma 'nova fase' após o conflito com os Estados Unidos. A declaração, divulgada pela TV estatal iraniana, sugere a possibilidade de cobrança de pedágio dos navios que entram e saem do Golfo Pérsico como 'reparação' pelos danos causados por ataques dos EUA e Israel. O Estreito de Ormuz é uma rota estratégica por onde transita cerca de 20% do petróleo comercializado mundialmente, e seu controle tem sido utilizado pelo Irã na guerra contra EUA e Israel.
Impacto no preço do petróleo
As incertezas em torno da situação no Estreito de Ormuz têm provocado oscilações no preço do petróleo bruto no mercado internacional. Apesar de reduzirem parte dos ganhos ao longo do pregão, os preços mantiveram-se em alta, negociados a cerca de US$ 100 por barril. A volatilidade reflete a preocupação com a retomada da plena circulação de petroleiros na região.