Lula e Trump discutem combate ao crime organizado e barreiras comerciais
Em uma conversa telefônica de mais de uma hora, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou a Donald Trump que o Brasil possui instrumentos próprios para combater o crime organizado e não necessita de uma 'classificação' internacional para tal fim. O governo brasileiro manifestou-se contra a designação de facções como o PCC e o Comando Vermelho como organizações terroristas estrangeiras, temendo margem para intervenções externas. Além disso, Lula rebateu as justificativas para o recente 'tarifaço' dos EUA sobre produtos brasileiros, defendendo que as alegações sobre desmatamento e outros temas são infundadas e que a manutenção do diálogo é essencial para a economia de ambos os países.
Diálogo sobre Segurança e Crime Organizado
O presidente Lula reiterou ao líder norte-americano que o Brasil possui estrutura própria para enfrentar e prender lideranças criminosas. O governo brasileiro expressou preocupação com a classificação de facções como terroristas globais, uma medida anunciada pelos EUA em maio. Em resposta, Trump demonstrou disposição para reforçar a cooperação bilateral e mobilizar funcionários de alto escalão para tratar do tema.
Conflito Comercial e Tarifas
Durante a conversa, o presidente brasileiro contestou as bases para a imposição de tarifas pelos EUA, que incluíam pontos como o funcionamento do PIX, mercado de etanol e questões ambientais. Lula argumentou que tais barreiras prejudicam a economia de ambos os países. Trump concordou com a necessidade de preservar as relações comerciais, sugerindo que equipes técnicas de ambos os governos retomem as negociações o mais breve possível.