Flávio Bolsonaro ataca Intercept após reportagem revelar negociação de R$ 134 milhões para filme sobre Jair Bolsonaro
O senador e pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro lançou ataques infundados contra o Intercept Brasil após reportagem expor negociação de R$ 134 milhões com Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, para financiar o filme 'Dark Horse', cinebiografia do ex-presidente Jair Bolsonaro. A Abraji repudiou as acusações, classificando-as como tentativa de desqualificar o jornalismo investigativo. Documentos, áudios e mensagens comprovam o envolvimento de Flávio e Eduardo Bolsonaro na gestão dos recursos.
Ataque coordenado e desespero político
Flávio Bolsonaro utilizou um palanque em Campinas, no dia 16 de maio de 2026, para atacar o Intercept Brasil, associando o veículo ao crime organizado sem apresentar provas. A Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo (Abraji) repudiou as acusações, destacando que não era a primeira vez que o senador tentava desqualificar o trabalho do site. Allan dos Santos, aliado dos Bolsonaro, replicou as mesmas alegações em suas redes, evidenciando uma ação coordenada. A sincronia dos ataques revela uma estratégia de desvio de atenção após a publicação de reportagens que expõem negociações financeiras obscuras envolvendo a família Bolsonaro e o Banco Master.
Negociação milionária para filme sobre Jair Bolsonaro
O Intercept Brasil revelou, com base em contratos, áudios e mensagens, que Flávio Bolsonaro negociou R$ 134 milhões com Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master, para financiar o filme 'Dark Horse', uma cinebiografia do ex-presidente Jair Bolsonaro. A reportagem também demonstrou que Eduardo Bolsonaro exercia controle sobre a gestão desses recursos. As provas apresentadas incluem documentos que comprovam o envolvimento direto dos irmãos na operação, o que motivou os ataques recentes contra o veículo de comunicação.
Táticas recorrentes de desinformação
Os ataques ao Intercept Brasil seguem um padrão já observado durante a Vaza Jato, quando perfis apócrifos, como o 'Pavão Misterioso', foram utilizados para disseminar mentiras e associar o jornalismo investigativo ao crime organizado. A estratégia do clã Bolsonaro envolve distorcer fatos, confundir a opinião pública e desviar a atenção das denúncias comprovadas. A Abraji reforçou que tais táticas não apenas descredibilizam o trabalho jornalístico, mas também representam um risco à democracia ao tentar silenciar veículos independentes.