Itália exige libertação imediata de 24 ativistas detidos por Israel em águas internacionais
O governo italiano cobrou a libertação 'imediata' de 24 cidadãos italianos detidos por Israel após a interceptação da Flotilha Global Samud, que seguia para Gaza. A ação ocorreu em águas internacionais, a 960 km da Faixa de Gaza, e resultou na prisão de 211 ativistas. Itália classificou a detenção como ilegal e exigiu respeito ao direito internacional.
Detalhes da interceptação e reações
A Flotilha Global Samud, composta por 58 embarcações e mais de 400 ativistas, foi interceptada por forças israelenses na costa da ilha de Creta, Grécia, em águas internacionais. Das 58 embarcações, 22 foram abordadas, resultando na detenção de 211 pessoas, incluindo 24 italianos. Os ativistas foram transferidos para navios da Marinha de Israel e levados ao porto de Ashdod, onde passarão por processos de deportação. A coalizão internacional responsável pela flotilha classificou a ação como 'pirataria' e uma 'escalada perigosa e sem precedentes', destacando que nenhum Estado tem direito de controlar águas internacionais. O governo italiano, liderado pela premiê Giorgia Meloni, realizou reunião de emergência com os ministros das Relações Exteriores e Defesa para discutir o caso e exigir a libertação dos cidadãos italianos, reforçando a necessidade de respeito ao direito internacional e à segurança dos detidos.