Influenciador é alvo de apuração do Ministério Público por declarações sobre Zona Franca de Manaus
O Ministério Público do Amazonas (MPAM) abriu apuração preliminar contra o influenciador digital Gabriel Silva após vídeos em que ele critica a Zona Franca de Manaus e faz declarações consideradas xenofóbicas e discriminatórias. A denúncia foi apresentada pela Associação Comercial do Amazonas (ACA), que alega atentado contra a ordem econômica e estereótipos regionais.
Contexto das declarações
Gabriel Silva publicou um vídeo no dia 11 de maio em que afirma que a Zona Franca de Manaus 'não produz nada' e que os produtos são apenas montados 'em fábricas tudo em cima de árvores'. O influenciador também sugeriu que o Polo Industrial emprega apenas 'índios', o que gerou repercussão negativa. O conteúdo, que já ultrapassou 655 mil visualizações, foi considerado ofensivo pela Associação Comercial do Amazonas (ACA).
Reação do Ministério Público
O MPAM confirmou a abertura de duas notícias de fato pela 91ª Promotoria de Justiça de Manaus para investigar possíveis crimes de xenofobia regionalista e atentado contra a ordem econômica. A procuradora-geral do MPAM, Leda Mara Nascimento Albuquerque, recebeu o pedido da ACA, que destacou o alcance digital do influenciador e o potencial dano causado por suas declarações.
Defesa da ACA
A Associação Comercial do Amazonas argumentou que Gabriel Silva ultrapassou o limite da crítica ao usar estereótipos regionais para atacar a população amazonense e a indústria local. A entidade ressaltou que as falas do influenciador, que possui quase um milhão de seguidores, podem induzir ao preconceito e à desinformação sobre a Zona Franca de Manaus.