Líder sul-africano Julius Malema é condenado a cinco anos de prisão por disparo em comício
Julius Malema, líder do Economic Freedom Fighters (EFF) e uma das principais figuras políticas da África do Sul, foi condenado a cinco anos de prisão por disparar uma arma para o alto durante um comício em 2018. A sentença, proferida em 16 de abril de 2026, pode impedir sua atuação como parlamentar caso seja mantida em instâncias superiores. O processo foi movido pelo grupo de extrema-direita AfriForum, acusado de disseminar fake news sobre um suposto genocídio contra brancos no país.
Contexto da condenação
Julius Malema, fundador do Economic Freedom Fighters (EFF), foi condenado por cinco acusações, incluindo disparo injustificado e posse ilegal de arma e munição. O incidente ocorreu em 2018, durante um comício de comemoração dos cinco anos do partido, quando Malema pegou o rifle de seu segurança e disparou para o alto. A juíza Twanet Olivier, responsável pela sentença, desconhecia que a arma não pertencia a Malema. O político afirmou que recorrerá da decisão, que pode resultar na perda de seu mandato parlamentar caso seja confirmada, já que a legislação sul-africana impede condenados a mais de um ano de prisão de atuarem no Congresso.
Processo movido por grupo de extrema-direita
O processo contra Malema foi aberto pelo AfriForum, um grupo supremacista branco de extrema-direita que, segundo reportagem da People Dispatch, esteve no centro da disseminação de fake news sobre um falso genocídio contra a população branca na África do Sul. Essas alegações foram usadas pelo ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para pressionar o presidente sul-africano, Cyril Ramaphosa, em 2025. Trump exibiu imagens de Malema cantando 'Kill the Boer', uma canção de resistência da época do apartheid, e cobrou a prisão do líder do EFF. Malema, que está em liberdade provisória, classificou o julgamento como politicamente motivado e prometeu levar o caso às instâncias superiores.