Guerra no Irã: Trump ameaça retirá-los da OTAN e Irã reitera controle do Estreito de Ormuz
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ameaçou retirar os EUA da OTAN após a guerra no Irã e criticou aliados europeus por não apoiarem o conflito. Enquanto isso, o Irã reafirmou seu controle sobre o Estreito de Ormuz e realizou ataques contra alvos dos EUA e Israel na região.
Tensões entre EUA e Irã escalam
O presidente Donald Trump declarou que as forças Armadas dos EUA devem deixar o Irã "muito rapidamente", mas que os EUA podem retornar para "ataques pontuais" se necessário. Trump também afirmou que o Irã pediu um cessar-fogo, condicionado à abertura do Estreito de Ormuz. Em resposta, o Irã, através do Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC), reafirmou seu "firme e total controle" sobre a rota marítima, negando os gestos de Trump. O IRGC detalhou operações com mísseis e drones contra alvos militares dos Estados Unidos e de Israel na região, incluindo o ataque a dois sistemas de radar de defesa aérea dos EUA, um petroleiro israelense, um local de reunião das forças americanas no Bahrein e um centro de preparação de helicópteros em uma base americana.
Crise na OTAN e envolvimento de aliados
A guerra no Irã gerou grande tensão entre os Estados Unidos e seus aliados da OTAN, com Trump criticando a aliança por não apoiar o conflito. O presidente americano sugeriu que pode retirar os EUA da OTAN após a guerra, chamando a aliança de "tigre de papel". O Secretário de Estado, Marco Rubio, questionou a permanência dos EUA na OTAN diante da falta de apoio. Trump apelou pelo envio de caças europeus para ajudar a desbloquear o Estreito de Ormuz, mas não obteve apoio. Decisões de nações europeias, como o fechamento do espaço aéreo para aviões que transportam armas para Israel pela França e pela Espanha, dificultaram a logística militar americana.
Argentina declara IRGC organização terrorista
Em um desenvolvimento relacionado, a Argentina declarou a Guarda Revolucionária Islâmica do Irã como "organização terrorista" com base em ataques atribuídos ao Hezbollah em 1992 e 1994. A União Europeia também designou o IRGC como "organização terrorista" em fevereiro. O Irã, por sua vez, declarou as forças navais e aéreas de todos os Estados-membros da UE como organizações terroristas.