Netflix lança 'I Am Frankelda', primeiro longa-metragem em stop motion do México com direção de pupilos de Guillermo del Toro
Netflix anuncia estreia de 'I Am Frankelda', o primeiro longa-metragem em stop motion produzido no México, dirigido por Arturo e Roy Ambriz, protegidos do cineasta Guillermo del Toro. O filme, ambientado no México do século XIX, acompanha a jornada de Frankelda, uma escritora talentosa cujas criações monstruosas ganham vida em seu subconsciente. A produção chega à plataforma e a cinemas selecionados em 12 de junho de 2026.
Produção e contexto histórico
'I Am Frankelda' marca um marco na animação mexicana como o primeiro longa-metragem em stop motion do país. Dirigido pelos irmãos Arturo e Roy Ambriz, pupilos do aclamado diretor Guillermo del Toro, o filme combina técnicas artesanais de animação com uma narrativa sombria e fantástica. A produção, que levou anos para ser concluída, destaca-se pela riqueza visual e pela abordagem manual, em contraste com a crescente tendência de animações geradas por inteligência artificial.
Enredo e personagens
A trama se passa no México do século XIX e acompanha Frankelda, uma escritora cujas histórias sombrias são ignoradas e menosprezadas pela sociedade. Após ser forçada a suprimir sua voz, ela é lançada em seu próprio subconsciente, onde os monstros que criou ganham vida. Guiada por Herneval, um príncipe atormentado preso entre sonhos e pesadelos, Frankelda precisa restaurar o equilíbrio entre ficção e realidade antes que ambos os mundos entrem em colapso. Enquanto isso, o sinistro escritor Procustes e seus conspiradores planejam tomar o controle. O elenco de dubladores inclui Mireya Mendoza, Arturo Mercado Jr. e Luis Leonardo Suarez.
Declarações dos diretores e legado
Em comunicado conjunto, os diretores Arturo e Roy Ambriz compartilharam a inspiração por trás do filme: 'Crescemos inventando mundos juntos, desenhando, brincando e imaginando. Com o tempo, entendemos que personagens fictícios não eram apenas companheiros, mas guias. Às vezes, eles pareciam mais próximos do que as pessoas ao nosso redor. Eles nos deram coragem, sabedoria e consolo. Acreditamos que a ficção não é uma fuga da realidade, mas uma forma de compreendê-la'. O filme explora a relação entre criador e criação, destacando o poder das histórias e a dualidade entre voz e eco.