Estudo revela estratégias de 'fábrica de desinformação' em períodos eleitorais
Pesquisa do NetLab (UFRJ) detalha como campanhas de desinformação são planejadas, testadas em grupos fechados e distribuídas estrategicamente em redes sociais. O processo utiliza segmentação de nichos e a técnica 'Firehose' para reduzir a resistência do público a narrativas falsas.
Mecanismos de produção e teste
De acordo com o estudo do NetLab da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), a desinformação não ocorre de forma aleatória. O processo inicia com a produção de narrativas em sites de conteúdo duvidoso ('junk news') e canais de YouTube com poucos seguidores. Em seguida, a adesão do discurso é testada em grupos fechados de WhatsApp e Telegram antes de alcançar um público maior.
Segmentação e distribuição em massa
A estratégia de distribuição utiliza a segmentação por nichos, enviando conteúdos específicos para grupos do Facebook ou anúncios direcionados a públicos específicos, como religiosos ou mulheres. Após a validação em nichos, a informação é transformada em peças audiovisuais para Instagram, TikTok e YouTube. O estágio final é a campanha 'Firehose', caracterizada por alto volume, rapidez, continuidade e repetição em múltipliplataformas para gerar dúvida e reduzir a resistência à checagem.