Meta demite 10% da força de trabalho e culpa investimentos em IA para equilibrar orçamento
Mark Zuckerberg, CEO da Meta, anunciou que a empresa realizará demissões em massa, afetando cerca de 10% dos funcionários em 20 de maio. Os cortes são justificados pelo aumento significativo de gastos com infraestrutura de inteligência artificial (IA), que demanda realocação de recursos. Funcionários criticam falta de transparência e monitoramento de atividades para treinar agentes de IA.
Justificativa e impacto das demissões
Durante reunião interna nesta quinta-feira (30), Mark Zuckerberg explicou que a Meta enfrenta dois grandes centros de custo: infraestrutura de computação (servidores e chips para IA) e capital humano. Para equilibrar o orçamento, a empresa decidiu reduzir o quadro de funcionários. Zuckerberg negou que as demissões sejam uma consequência direta da substituição de trabalho humano por agentes autônomos de IA, mas admitiu que a reorganização visa aumentar a eficiência com ferramentas tecnológicas. Os cortes afetarão cerca de 10% da força de trabalho em 20 de maio, com novos ajustes previstos para o segundo semestre de 2026.
Reações internas e controvérsias
Funcionários da Meta manifestaram descontentamento com a falta de transparência durante o anúncio da 'transformação organizacional'. Além disso, uma nova iniciativa da empresa para monitorar movimentos do mouse, cliques e teclas digitadas dos colaboradores — com o objetivo de treinar agentes de IA — gerou indignação. Críticas abertas ao comando da Meta foram registradas em fóruns internos, segundo documentos obtidos pela Reuters.