Guerra dos EUA contra pistache iraniano expõe lobby bilionário por trás de ataques a infraestrutura do Irã
Ataques dos EUA e Israel a depósitos de pistache no Irã revelam estratégia para enfraquecer economia iraniana. Lobby californiano do pistache, liderado pelo casal bilionário Lynda e Stewart Resnick, é apontado como influência na política externa agressiva dos EUA. Embargo de 1979 impulsionou produção americana e transformou a Califórnia no maior centro global do setor.
Ataque a depósitos de pistache como estratégia de guerra
Em maio de 2026, bombardeios dos EUA e Israel atingiram um depósito de pistache na província de Kerman, Irã, região central da indústria do produto no país. O ataque faz parte de uma campanha mais ampla para paralisar a infraestrutura iraniana, incluindo escolas, hospitais e aeroportos. A ação foi descrita como 'proposital' por analistas, visando enfraquecer a economia iraniana, historicamente dependente da exportação de pistache.
Lobby do pistache na Califórnia e influência na política externa dos EUA
O casal Lynda e Stewart Resnick, bilionários do agronegócio baseados em Beverly Hills, é identificado como peça-chave no lobby que pressiona por políticas agressivas contra o Irã. Os Resnick transformaram a Califórnia no maior produtor global de pistache após o embargo imposto pelos EUA em 1979, que isolou os produtores iranianos do mercado americano. Documentos e reportagens, como o livro 'A Journey Through Oligarch Valley', destacam o papel do casal no financiamento de campanhas que favorecem a continuidade da guerra.
Impacto econômico e geopolítico do embargo de 1979
Antes do embargo, o Irã era o principal fornecedor de pistache para os EUA. A medida, implementada durante o governo de Jimmy Carter, criou uma oportunidade para a produção americana, que era quase inexistente. A Califórnia emergiu como líder global, com os Resnick à frente do setor. A guerra atual, segundo fontes, visa consolidar essa hegemonia, eliminando a concorrência iraniana e garantindo o domínio do mercado.