Famílias adotam modelo de moradia multigeracional nos EUA e adiam aposentadoria por dificuldades financeiras
Casais nos Estados Unidos enfrentam desafios ao viver com filhos adultos e netos em residências compartilhadas, equilibrando caos e alegria. A alta no custo de vida e a falta de planejamento financeiro para a aposentadoria impulsionam a tendência de moradias multigeracionais, que cresce desde a pandemia.
Moradia multigeracional como solução para aposentadoria e custos elevados
Um casal aposentado nos Estados Unidos relatou ao Business Insider a experiência de viver em uma fazenda no Oregon com a filha, o genro e o neto de oito meses. A decisão foi motivada pela impossibilidade de construir uma segunda residência no local devido aos altos custos de construção. A filha e o genro pagavam aluguel e cuidavam da manutenção da propriedade, enquanto o casal desfrutava do espaço rural. Com a aposentadoria, a convivência multigeracional se tornou permanente, trazendo tanto desafios quanto momentos de alegria, como o convívio com o neto.
Tendência cresce com aumento do custo de vida e envelhecimento da população
A moradia multigeracional tem se tornado uma solução recorrente nos EUA, especialmente após a pandemia. Dados do Pew Research Center indicam que, em 2021, 18% da população dos EUA vivia em lares multigeracionais, um aumento significativo em relação a décadas anteriores. Fatores como o alto custo de vida, a falta de planejamento financeiro para a aposentadoria e o envelhecimento da população contribuem para essa tendência. Muitas famílias adiam a aposentadoria ou retornam ao mercado de trabalho para sustentar o novo arranjo familiar.