CEO da Take-Two não descarta versão física de GTA 6 no futuro, mas defende foco em distribuição digital
Strauss Zelnick, CEO da Take-Two Interactive, afirmou que não descarta o lançamento de uma versão física de 'Grand Theft Auto VI' no futuro, mas reforçou que a decisão de não lançar o jogo em mídia física inicialmente foi baseada na conveniência para o consumidor. Zelnick destacou que mais de 90% das vendas da empresa são digitais e que a conectividade é essencial para jogos modernos.
Decisão inicial e justificativas
A Take-Two Interactive, controladora da Rockstar Games, anunciou em junho de 2026 que 'Grand Theft Auto VI' não seria lançado em mídia física na estreia, uma decisão que gerou debates entre os fãs. Strauss Zelnick, CEO da empresa, defendeu a escolha durante a divulgação dos resultados financeiros do primeiro trimestre de 2027, afirmando que discos físicos 'não fazem sentido para o consumidor' em jogos de grande porte. Segundo Zelnick, mais de 90% das vendas da Take-Two já são digitais, e a conectividade é um requisito para jogar títulos modernos. 'Se você já precisa estar conectado para jogar, não importa se o download é digital ou se o jogo vem em um disco. É tudo a mesma coisa, e o digital é muito mais conveniente', declarou.
Possibilidade de versão física no futuro
Em entrevista ao IGN, Zelnick foi questionado sobre a possibilidade de uma versão física de 'GTA 6' ser lançada posteriormente. O executivo não descartou a hipótese, afirmando: 'Não descartaria nada neste momento. O que anunciamos até agora é o que estamos fazendo no momento, mas sempre estamos de mente aberta'. A decisão inicial de não lançar o jogo em disco foi interpretada por analistas como uma estratégia para evitar vazamentos, já que 'GTA 6' sofreu um grande vazamento de informações antes do anúncio oficial. No entanto, Zelnick negou que a segurança tenha sido um fator determinante, afirmando: 'Não, isso não teve nada a ver com a decisão'.
Contexto do mercado e reações
A decisão da Take-Two segue uma tendência do mercado de jogos, onde a distribuição digital tem dominado as vendas. A Sony, por exemplo, anunciou que encerrará a produção de jogos físicos para PlayStation a partir de 2028, uma medida que gerou polêmica entre os consumidores. Zelnick comparou os discos físicos de jogos a vinis na indústria musical, sugerindo que ambos podem coexistir, mas não serão a principal forma de consumo. 'Não significa que não teremos edições físicas de vez em quando, tenho certeza de que teremos, assim como ainda existe vinil no mercado de música gravada. Mas em outros casos, simplesmente não faz sentido', afirmou.