Rede EJA e Inclusão Produtiva é lançada para enfrentar desafio de 64 milhões de brasileiros sem educação básica
Iniciativa reúne 16 organizações da sociedade civil, fundações e organismos internacionais para ampliar o acesso à Educação de Jovens e Adultos (EJA) no Brasil. Estudo revela que apenas 1,5% da demanda potencial é atendida e que a baixa escolaridade gera perda anual de R$ 66 bilhões em renda do trabalho.
Contexto e desafios da EJA no Brasil
O Brasil enfrenta um cenário crítico com 63,9 milhões de pessoas com 15 anos ou mais fora da escola sem concluir a educação básica. Diante desse quadro, foi lançada a Rede EJA e Inclusão Produtiva, uma iniciativa que reúne 16 organizações, incluindo a Fundação Roberto Marinho, Fundação Bradesco, Fundação Itaú, Fundação Arymax, UNESCO, UNICEF, Todos Pela Educação, Ação Educativa e Redes da Maré. O objetivo é ampliar o acesso à Educação de Jovens e Adultos (EJA) e fortalecer políticas públicas voltadas para esse público. Segundo estudo divulgado pela rede, a EJA atende apenas 1,5% da demanda potencial, e a redução do contingente de pessoas sem escolaridade nos últimos anos ocorreu mais pelo envelhecimento e mortalidade da população do que pelo retorno à escola.
Impacto econômico e metas do Plano Nacional de Educação
A baixa escolaridade da população brasileira representa uma perda estimada de R$ 66 bilhões por ano em renda do trabalho. A Rede EJA e Inclusão Produtiva surge em um momento estratégico, coincidindo com a implementação do novo Plano Nacional de Educação (PNE), que estabelece metas para ampliar a alfabetização, expandir a EJA e integrar essa modalidade ao ensino profissionalizante. Os organizadores da rede defendem que a articulação entre governos, organizações sociais, fundações e setor privado é essencial para transformar as metas do PNE em políticas públicas permanentes e efetivas.