Irã Alerta Israel sobre Retaliação Imediata e Trump Dá Ultimato para Reabertura do Estreito de Ormuz
O Irã emitiu um alerta severo a Israel, prometendo retaliação imediata em caso de agressão contra embaixadas ou centros diplomáticos iranianos. Paralelamente, o presidente dos EUA, Donald Trump, estabeleceu um prazo de 48 horas para que o Irã reabra o Estreito de Ormuz, ameaçando com 'inferno' caso contrário.
Avisos de Retaliação e Ameaças de Ataque
O Quartel-General Central Khatam al Anbiya, entidade chave na cadeia de comando das Forças Armadas Iranianas, declarou que qualquer agressão israelense contra embaixadas ou centros diplomáticos iranianos resultará em um ataque retaliatório imediato. Um comunicado oficial reiterou que, em caso de agressão, 'todas as embaixadas [do regime sionista] na região serão alvos legítimos das poderosas Forças Armadas do Irã e serão atacadas', concluindo com a advertência de que 'agimos com rapidez e decisão, em conformidade com a nossa palavra'.
Ultimato de Trump para Reabertura do Estreito de Ormuz
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, impôs um prazo de 48 horas para que o Irã reabra a passagem de navios pelo Estreito de Ormuz. Em postagem na rede social Truth Social neste sábado (04/04), Trump declarou que o governo iraniano deve 'normalizar as atividades na passagem marítima', e ameaçou com 'inferno' caso a demanda não seja atendida. Ele relembrou um prazo anterior dado ao Irã para 'fazer um acordo ou abrir o Estreito de Ormuz'.
Conflitos Anteriores e Bloqueio do Estreito de Ormuz
A tensão na região é exacerbada por eventos anteriores, incluindo um ataque conjunto de Israel e EUA contra o Irã em 28 de fevereiro, que resultou na morte do Líder Supremo Ali Khamenei e de oficiais militares. Em resposta, o Irã lançou mísseis e drones contra Israel e bases americanas, além de atingir 'instalações petrolíferas ligadas aos EUA' no Oriente Médio. Anteriormente, o Irã bloqueou parcialmente o Estreito de Ormuz, rota por onde transita cerca de 20% do petróleo e gás comercializado mundialmente, elevando os preços dos combustíveis.