China bloqueia venda de startup de IA Manus para Meta em decisão estratégica
A Comissão Nacional de Desenvolvimento e Reforma (NDRC) da China impediu a aquisição da startup de inteligência artificial Manus pela Meta, avaliada em US$ 2 bilhões. A decisão visa proteger tecnologia considerada estratégica e evitar a fuga de talentos para os EUA, em meio à disputa global pela supremacia digital.
Decisão geopolítica e impacto tecnológico
A NDRC da China anunciou nesta segunda-feira (27) o bloqueio da compra da startup de IA Manus pela Meta, interrompendo um acordo avaliado em US$ 2 bilhões (cerca de R$ 10 bilhões). A Manus, conhecida por desenvolver o primeiro agente de IA de propósito geral do mundo, foi considerada uma ameaça à soberania tecnológica chinesa. A empresa alcançou US$ 100 milhões em receita recorrente anual (ARR) em apenas oito meses, destacando-se como uma potencial 'próxima DeepSeek'. A decisão reflete a estratégia de Pequim para conter o 'Singapore-washing', prática em que empresas chinesas transferem sedes para o exterior para evitar restrições geopolíticas.
Repercussão e consequências
O bloqueio da transação, anunciada originalmente em dezembro de 2025, foi fundamentado em leis de segurança nacional. A Meta, dona de plataformas como Facebook, Instagram e WhatsApp, foi obrigada a reverter o acordo após meses de pressão regulatória. A decisão sinaliza um endurecimento da China em relação à transferência de propriedade intelectual para empresas estrangeiras, especialmente em setores considerados críticos para a competitividade global. Especialistas apontam que o caso pode influenciar futuras negociações envolvendo tecnologias emergentes entre as duas potências.