Moradores retornam a prédio incendiado em Hong Kong cinco meses após tragédia que matou 168
Sobreviventes do incêndio mais letal de Hong Kong em décadas começam a voltar aos apartamentos no complexo Wang Fuk Court, no distrito de Tai Po. A tragédia deixou 168 mortos e devastou sete dos oito prédios do conjunto habitacional, onde viviam cerca de 4,6 mil pessoas. Autoridades encerraram as buscas, mas investigações sobre as causas do fogo continuam.
Cenário de destruição e desafios no retorno
Cinco meses após o incêndio que matou 168 pessoas no complexo residencial Wang Fuk Court, em Hong Kong, moradores desalojados começaram a retornar aos apartamentos nesta segunda-feira (20). O fogo devastou sete dos oito prédios do conjunto, onde viviam aproximadamente 4,6 mil pessoas antes da tragédia. Muitos sobreviventes estavam alojados em moradias temporárias e enfrentam um cenário de destruição ao voltar: estruturas queimadas, pisos cobertos de entulho e a perda de pertences pessoais. Keung Mak, 78 anos, um dos moradores que retornou, descreveu a experiência como emocionalmente dolorosa. Ele vivia no prédio há mais de 40 anos com a esposa e filhos. Imagens enviadas por assistentes sociais mostram tetos expostos, vergalhões de aço à mostra e pisos danificados, exigindo reforços estruturais para evitar desabamentos. O retorno tem sido especialmente difícil para idosos, que representavam mais de um terço dos residentes antes do incêndio. Muitos precisam subir escadas, já que os elevadores ainda não foram restaurados.
Investigação e consequências da tragédia
A polícia encerrou as buscas no local, mas a investigação sobre as causas do incêndio permanece em andamento. O governo de Hong Kong já anunciou a prisão de 13 pessoas ligadas ao caso, embora os detalhes sobre suas responsabilidades ainda não tenham sido divulgados. Os sobreviventes enfrentam incertezas sobre o futuro, incluindo a possibilidade de realocação permanente ou reparos nos prédios danificados. Enquanto isso, o complexo Wang Fuk Court, conhecido por sua alta densidade populacional, simboliza os desafios urbanos de Hong Kong, onde arranha-céus e moradias superlotadas são comuns.