OpenAI Expande Parceria e Treina ChatGPT para Especialidades como Aviação e Agricultura
OpenAI está focando no treinamento especializado do ChatGPT com a colaboração de freelancers. Parcerias com empresas como Smartly visam criar anúncios conversacionais, enquanto projetos internos como 'Stagecraft' utilizam contratados para especializar a IA em nichos como aviação e agricultura, com remuneração de até US$ 500 por hora.
Anúncios Conversacionais e Parcerias Estratégicas
A OpenAI assinou com a Smartly, empresa de adtech com 13 anos de mercado, como sua primeira parceira focada em publicidade. A Smartly, que já atua com clientes como Spotify e Uber, auxiliará anunciantes da OpenAI a ajustar seus anúncios em tempo real. O objetivo é desenvolver formatos de anúncios interativos onde as marcas possam mimetizar a interface conversacional do ChatGPT. Um exemplo citado foram os anúncios conversacionais para o varejista britânico Boots, que, segundo a Smartly, foram quase cinco vezes mais eficazes em impulsionar vendas do que anúncios básicos.
Treinamento Especializado com Freelancers
Sob o 'Project Stagecraft', gerido pela startup Handshake AI, a OpenAI está empregando entre 3.000 a 4.000 freelancers para treinar o ChatGPT em áreas de nicho. Esses contratados, oriundos de diversas profissões, desenvolvem tarefas que simulam o trabalho real em campos como zootecnia, agricultura, composição musical e aviação comercial. Um dos contratados relatou que a conscientização geral era de que estavam 'treinando a IA para nos substituir'. A Handshake AI oferece remuneração de pelo menos US$ 50 por hora, podendo chegar a até US$ 500 por hora para 'taskers' especialistas em áreas que exigem conhecimento de campo ou diplomas de pós-graduação.
Segurança e Orquestração de Agentes de IA
Em paralelo, o CEO da Okta, Todd McKinnon, defende a implementação de 'kill switches' em agentes de IA para revogar instantaneamente seu acesso em caso de falhas. Ele vê a Okta se posicionando como camada de segurança para esses agentes. A Asana, por sua vez, com seu CEO Dan Rogers à frente, argumenta que a proliferação de agentes de IA não diminui a complexidade da coordenação de trabalho, mas a expande exponencialmente. A empresa se reposiciona como uma 'camada de orquestração' para a força de trabalho híbrida humano-IA, utilizando seu 'work graph' como infraestrutura. Meta, Google e JPMorgan Chase estão incentivando seus funcionários a se tornarem 'mestres em IA' através de metas, gamificação e acompanhamento de uso, em um movimento para garantir o retorno sobre investimentos em IA, apesar de preocupações de alguns trabalhadores sobre substituição e desinformação.