Guerra no Oriente Médio eleva inflação e pressiona mercado de ações; analistas recomendam ETFs de proteção
Economistas preveem alta na inflação em março, impulsionada pelo aumento dos preços do petróleo devido à guerra no Oriente Médio. Analistas alertam que os efeitos inflacionários podem persistir por meses, mesmo com um cessar-fogo, impactando o mercado de ações.
Impacto da guerra na inflação e nos preços do petróleo
Economistas esperam que a inflação tenha acelerado em março, saindo de 2,4% em fevereiro para uma projeção de 3,4%, o que seria a taxa mais alta desde 2024. O preço da gasolina atingiu US$ 4,018 por galão em média nacional no final de março, ultrapassando os US$ 4 pela primeira vez em quatro anos. Especialistas afirmam que, mesmo com o fim do conflito, os efeitos na economia serão duradouros, com os preços de produtos transportados, manufaturados, materiais de construção e bens de consumo sendo afetados por mais tempo. O preço do petróleo, após uma queda significativa, voltou a pairar perto de US$ 100 nesta quinta-feira, demonstrando a volatilidade contínua.
Mercado de ações sob pressão e recomendações de investimento
O professor de finanças da Wharton, Jeremy Siegel, acredita que o mercado de ações americano pode enfrentar dificuldades pelos próximos meses devido à pressão inflacionária já exercida pelo conflito. Ele sugere que investidores podem preferir manter suas posições em vez de comprar, prevendo um mercado lateral por dois a três meses. A escalada nos preços do petróleo já está gerando efeitos em cascata, como o aumento de US$ 2 bilhões nos custos de combustível projetados pela Delta Air Lines até junho, o que provavelmente levará a um aumento nas tarifas aéreas. A Morningstar recomendou três ETFs para investidores que buscam proteção contra a volatilidade geopolítica e a inflação.