Fenda continental na África Oriental pode redefinir origem da evolução humana
Novas medições geológicas revelam que a crosta terrestre sob o Quênia e a Etiópia é mais fina do que se pensava, sugerindo que o Rift de Turkana está em estágio avançado de separação continental. A descoberta pode explicar a concentração de fósseis de hominídeos na região, conhecida como 'berço da humanidade'.
Descoberta geológica e implicações evolutivas
Pesquisadores da Universidade de Columbia identificaram que a crosta terrestre sob o Rift de Turkana, no Quênia e na Etiópia, está em um estágio avançado de adelgaçamento, um dos processos que antecedem a divisão continental. Esse fenômeno geológico coincide com o período em que fósseis de ancestrais humanos começaram a ser preservados em grande número na região. Um terço de todos os fósseis de hominídeos antigos da África provém dessa área, que representa apenas uma pequena porção do continente. Paleoantropólogos destacam que a geologia da África Oriental, marcada por erupções vulcânicas, oferece uma visão mais clara dos eventos evolutivos em comparação com as cavernas calcárias da África do Sul.
Estágios da separação continental
A separação continental ocorre em três etapas: alongamento, adelgaçamento e oceanização. O Rift de Turkana está atualmente no estágio de adelgaçamento, onde a crosta é esticada e afinada, mas ainda não se rompeu completamente. Christian Rowan, estudante de doutorado envolvido na pesquisa, sugere que esse processo geológico pode ser a razão pela qual fósseis como o de Lucy foram encontrados em abundância na região, enquanto outros locais da África não apresentam a mesma densidade de registros fósseis.