Claudia Sheinbaum denuncia ofensiva internacional da direita contra México e pressão dos EUA
A presidente do México, Claudia Sheinbaum, acusou a direita mexicana de coordenar uma campanha com grupos internacionais, incluindo Argentina, Espanha e EUA, para atacar seu governo. A denúncia ocorre às vésperas do Informe Anual de Governo, previsto para 31 de maio de 2026. Sheinbaum alertou sobre pressões dos EUA para um 'governo fantoche' no México, mas reafirmou compromisso com a soberania nacional e a democracia representativa.
Campanha coordenada e palavras-chave
Sheinbaum destacou que a ofensiva da direita internacional se manifesta por meio de redes sociais, utilizando termos como 'pátria, família e liberdade'. Segundo ela, o objetivo é desestabilizar o governo mexicano e influenciar a opinião pública antes do Informe Anual de Governo, um relatório constitucional que detalha feitos e prioridades do governo. O evento, transmitido nacionalmente, serve como prestação de contas ao Congresso e à população.
Pressão dos EUA e soberania mexicana
A presidente mexicana afirmou que os Estados Unidos exercem pressão para que o México adote um 'governo fantoche', semelhante ao regime de Porfirio Díaz, conhecido por sua submissão a interesses externos. Sheinbaum, no entanto, reiterou que seu governo busca colaborar com os EUA com base no respeito à soberania nacional. Ela enfatizou a necessidade de defender a independência, a liberdade e a democracia, entendida como representação popular, não como um sistema controlado por elites.