Líbano busca negociações diretas com Israel e descarta confronto com Hezbollah, afirma primeiro-ministro
O primeiro-ministro do Líbano, Nawaf Salam, afirmou que o país não busca confronto com o Hezbollah, mas não será intimidado em suas negociações diretas com Israel. Reuniões diplomáticas em Paris e nos EUA visam fortalecer o Líbano e discutir um cessar-fogo prolongado. Salam destacou a necessidade de US$ 587 milhões para lidar com a crise humanitária que deslocou 1,2 milhão de pessoas.
Contexto diplomático e negociações
Nawaf Salam, primeiro-ministro do Líbano, declarou em 21 de abril de 2026 que o país não busca confronto com o Hezbollah, grupo apoiado pelo Irã, mas está determinado a não se deixar intimidar. Salam se reuniu com o presidente francês Emmanuel Macron em Paris para discutir estratégias que fortaleçam o Líbano em possíveis negociações diretas com Israel. Os Estados Unidos sediarão conversas entre embaixadores libaneses e israelenses em 23 de abril, com o objetivo de avaliar a extensão de um frágil cessar-fogo de dez dias ou avançar para negociações mais profundas. Salam enfatizou que a diplomacia é um ato de responsabilidade para restaurar a soberania do Líbano e proteger sua população.
Crise humanitária e desafios internos
Salam alertou que o Líbano precisará de 500 milhões de euros (US$ 587 milhões) nos próximos seis meses para enfrentar a crise humanitária causada pelo conflito. Cerca de 1,2 milhão de pessoas foram deslocadas das regiões sul, leste e dos subúrbios ao sul de Beirute. O primeiro-ministro também abordou a questão do desarmamento do Hezbollah, prometido pelo Líbano em 2025, mas criticado por EUA e Israel devido à lentidão na implementação. O exército libanês tem sido cauteloso para evitar tensões internas. Salam reforçou que, apesar de não buscar confronto, o país não será intimidado pelo grupo.