OTAN defende 'revolução industrial de defesa transatlântica' em cúpula histórica em Ancara
Líderes dos 32 países-membros da OTAN se reúnem em Ancara, na Turquia, para discutir o fortalecimento da capacidade militar do bloco em meio à Guerra da Ucrânia. O secretário-geral, Mark Rutte, cobra aumento dos gastos com defesa para 5% do PIB e destaca a necessidade de transformar investimentos em capacidade militar efetiva, citando um total de US$ 258 bilhões previstos para 2025 e 2026.
Foco em investimentos e coordenação militar
Durante a abertura do Fórum da Indústria de Defesa da OTAN, o secretário-geral Mark Rutte enfatizou a importância de uma 'revolução industrial transatlântica' para garantir a segurança do bloco. Rutte comparou a necessidade de coordenação entre governos, Forças Armadas e indústria de defesa a uma equipe de futebol, onde 'nenhuma equipe vence por causa de um único jogador brilhante'. Ele destacou que, embora Canadá e países europeus tenham ampliado seus investimentos, é crucial que esses recursos sejam convertidos em capacidade militar efetiva. 'O dinheiro está lá, e muito mais está a caminho. Mas esse dinheiro precisa ser investido', afirmou.
Ameaças globais e urgência estratégica
Rutte alertou para a urgência da situação, mencionando que a Rússia destina quase metade de seu orçamento nacional para sua 'máquina de guerra', enquanto a China moderniza suas forças armadas e expande suas capacidades nucleares sem transparência. Além disso, citou o apoio da Coreia do Norte à Rússia. 'A estratégia é clara, mas a partida está longe de terminar. Para vencê-la, precisamos que todos os membros da equipe façam a sua parte, trabalhem mais, mais rápido e juntos. Não temos o luxo do tempo', advertiu o secretário-geral.