Câmara de São Caetano do Sul aprova processo de cassação contra vereador por funcionários fantasmas
A Câmara Municipal de São Caetano do Sul (SP) aprovou o prosseguimento de um processo no Conselho de Ética para investigar o vereador Matheus Gianello (PL), acusado de manter funcionários fantasmas em seu gabinete. A admissibilidade do processo, que pode levar à cassação do mandato, foi aceita por 19 votos a dois. O parlamentar alega perseguição política e questiona a investigação do Ministério Público.
Contexto da denúncia
O vereador Matheus Gianello (PL) é acusado de manter funcionários fantasmas em seu gabinete, prática que configura irregularidade administrativa. A denúncia foi admitida pela Câmara Municipal de São Caetano do Sul em votação realizada na terça-feira (26), com 19 votos favoráveis e apenas dois contrários. Os vereadores Getúlio Filho (União Brasil) e Olyntho Voltarelli (PSD) foram os únicos a votar contra a investigação. Gianello também é alvo de um inquérito do Ministério Público de São Paulo, que ainda não teve desdobramentos divulgados.
Defesa do vereador e próximos passos
Matheus Gianello alegou perseguição política por parte da base do prefeito Tite Campanella (Republicanos), que foi expulso do partido em abril. O vereador argumentou que a investigação do Ministério Público não considerou o regime de homeoffice autorizado pela Câmara. Após a admissibilidade do processo, foi sorteada uma comissão processante, composta pelos vereadores Cicinho Moreira (PL), professor Jander Lira (PSB) e Dr. Seraphim (PL). A comissão terá 90 dias para analisar a denúncia e produzir um relatório, garantindo o direito de defesa preliminar ao parlamentar.