Famílias multigeracionais crescem nos EUA em meio a alta dos custos de moradia
Divórcio e necessidade de apoio familiar levam Vanessa Gordon a alugar casa em East Hampton, uma das regiões mais caras dos EUA, para viver com pais e filhos. Tendência reflete busca por soluções econômicas em áreas de alto custo.
Divórcio e busca por moradia em região de alto custo
Vanessa Gordon, empresária e mãe de dois filhos, enfrentou a necessidade de realocar sua família após o divórcio em 2024. A residência anterior, localizada em East Hampton, Nova York, era um ativo pré-matrimonial, o que a impediu de permanecer no imóvel. Com filhos de 12 e 8 anos, Gordon iniciou a busca por uma nova casa em 2025, estabelecendo critérios financeiros rigorosos: aluguel máximo de US$ 4.500 por mês, três quartos (um para ela, um para as crianças e um flexível para hóspedes ou trabalho) e localização acessível. A decisão foi motivada pela urgência de garantir estabilidade habitacional em uma das regiões mais caras dos Estados Unidos.
Multigeracionalidade como solução econômica
A solução encontrada por Gordon envolveu a criação de um arranjo multigeracional, com seus pais se mudando para a nova residência. Esse modelo, cada vez mais comum nos EUA, reflete a necessidade de compartilhar custos em áreas de alto valor imobiliário. Segundo Gordon, a convivência entre três gerações — ela, os filhos e os pais — proporcionou não apenas alívio financeiro, mas também apoio logístico no cuidado com as crianças. A tendência é observada em contextos onde o custo de vida pressiona famílias a buscar alternativas para manter a qualidade de vida.