Preço de memórias RAM e SSDs dispara no Brasil com alta de até 100% na cadeia de fornecimento
Indústria brasileira de eletroeletrônicos enfrenta aumento de até 100% nos custos de componentes como memórias RAM e SSDs, com 30% já repassados ao consumidor final. Demanda por data centers de IA e escassez de semicondutores pressionam preços até 2028, segundo Abinee. Quase metade das empresas do setor relata alta nos custos de matérias-primas.
Impacto no mercado brasileiro
A Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica (Abinee) revelou que cerca de 30% do reajuste nos custos da cadeia de fornecimento já é repassado ao preço final de produtos como notebooks, celulares e TVs no Brasil. Quase metade das empresas do setor (47%) reportou aumento nos custos de componentes e matérias-primas, um salto significativo desde novembro de 2025, quando o índice era de 23%. A alta é mais acentuada em componentes avulsos, como módulos de memória RAM e SSDs, cujos preços dobraram ou triplicaram em alguns casos.
Causas da alta nos preços
A demanda acelerada por data centers voltados para inteligência artificial é apontada como a principal causa do desequilíbrio no mercado de semicondutores. A Abinee avalia que a situação atual é mais grave do que a observada durante a pandemia, com a produção de chips sendo redirecionada para atender ao setor de IA, limitando a oferta para o mercado tradicional. Além das memórias, insumos como cobre, alumínio, ouro, prata e plásticos também encareceram, este último influenciado pela alta do petróleo em meio a tensões geopolíticas. A projeção é de que o cenário persista até 2028.