Estudo revela que local onde se vive influencia velocidade do envelhecimento celular
Pesquisa internacional liderada pela Universidade de Stanford analisou 322 pessoas saudáveis e descobriu que fatores genéticos e geográficos interagem de maneiras complexas no envelhecimento biológico. Mudar de continente pode afetar o ritmo do envelhecimento das células, segundo dados publicados na revista Cell. Técnicas de 'multiômica' foram usadas para diferenciar influências genéticas e ambientais.
Metodologia e descobertas principais
O estudo envolveu 322 participantes saudáveis de ascendência europeia, do leste asiático e do sul da Ásia, muitos recrutados em conferências científicas internacionais. Os pesquisadores compararam indivíduos com a mesma origem genética vivendo em continentes distintos para identificar quais características biológicas estão ligadas à genética e quais ao ambiente. Utilizando técnicas de 'multiômica', analisaram simultaneamente dados genéticos, proteínas, microbioma intestinal e processos metabólicos. Segundo Michael Snyder, da Universidade de Stanford, este foi o primeiro perfil detalhado capaz de distinguir influências da ancestralidade genética e da geografia.
Impacto da geografia no envelhecimento
Os resultados indicam que a geografia exerce influência significativa no envelhecimento biológico. Pessoas com a mesma origem genética, mas vivendo em continentes diferentes, apresentaram diferenças no ritmo de envelhecimento celular. A pesquisa sugere que fatores ambientais, como clima, dieta e estilo de vida, podem modular processos biológicos associados ao envelhecimento, independentemente da predisposição genética.