Virada Cultural de São Paulo enfrenta superlotação, calor intenso e atendimentos médicos emergenciais
A segunda noite da Virada Cultural 2026 em São Paulo, realizada no Vale do Anhangabaú, foi marcada por superlotação, filas extensas para acesso ao palco e uma série de atendimentos médicos devido ao calor intenso. Durante o show de Marina Sena, bombeiros civis atenderam cerca de 10 pessoas com mal-estar em menos de uma hora, enquanto a organização intensificou a distribuição de água para amenizar a situação.
Superlotação e dificuldades de acesso
O público enfrentou filas longas e dificuldades para acessar o palco principal no Vale do Anhangabaú. O controle de entrada, que incluía revista e limitação de fluxo, gerou congestionamentos, especialmente na entrada da Praça Ramos de Azevedo. Frequentadores relataram mudanças de percurso de última hora, como as estudantes Erika Gonçalves, 19, e Letícia Fenner, 21, que destacaram a desorganização no acesso.
Atendimentos médicos e calor extremo
Durante a apresentação de Marina Sena, iniciada por volta das 14h30, o sol forte agravou a sensação de calor entre o público. Bombeiros civis atenderam aproximadamente 10 pessoas com mal-estar em menos de uma hora. A organização respondeu com distribuição intensiva de água, inclusive jogando copos plásticos em direção à plateia. A própria artista interrompeu o show em alguns momentos para pedir ajuda a pessoas passando mal perto do palco.
Logística e segurança
Além dos desafios com o calor, a segurança e a logística do evento foram questionadas. O movimento constante de bombeiros civis no corredor central e a necessidade de reforçar a distribuição de água evidenciaram falhas no planejamento para lidar com multidões em condições climáticas adversas. A organização não divulgou números oficiais de atendimentos médicos ou ocorrências até o fechamento desta reportagem.