Reforma tributária entra em fase de testes em 2026 com novas siglas CBS e IBS nas notas fiscais
Governos federal, estaduais e municipais publicaram regras para implementação da reforma tributária no Brasil. A partir de agosto de 2026, empresas serão obrigadas a incluir as novas siglas CBS (Contribuição sobre Bens e Serviços) e IBS (Imposto sobre Bens e Serviços) nas notas fiscais, substituindo gradualmente impostos como PIS, Cofins, IPI, ICMS e ISS. O sistema visa aumentar a transparência e combater a sonegação, com multas previstas para 2027.
Novas regras e prazos para empresas
A partir de agosto de 2026, as empresas brasileiras serão obrigadas a incluir as siglas CBS (Contribuição sobre Bens e Serviços, de competência federal) e IBS (Imposto sobre Bens e Serviços, de estados e municípios) nas notas fiscais. O ano de 2026 é considerado um período de testes, sem cobrança real dos novos impostos. Até janeiro de 2026, a Receita Federal já havia recebido mais de 7 bilhões de notas com os impostos destacados de forma separada, embora 8,5% dos contribuintes ainda não tenham se adequado. As multas para quem não seguir as novas regras começarão a ser aplicadas em 2027. Empresas do Simples Nacional não serão afetadas nesta fase inicial, mas precisam atualizar seus sistemas de emissão de notas e treinar equipes.
Objetivos da reforma e mudanças no sistema tributário
A reforma tributária tem como principais objetivos aumentar a transparência e combater a sonegação fiscal. Com o novo sistema, os impostos deixarão de se acumular ao longo da cadeia de produção, permitindo a recuperação do tributo pago em etapas anteriores. Uma das inovações é a separação automática do imposto nas transações entre empresas, com recolhimento no momento do pagamento do bem ou serviço. A partir de 2027, cinco impostos atuais — PIS, Cofins, IPI, ICMS e ISS — serão gradualmente extintos, dando lugar à CBS e ao IBS.