Trump e Putin disputam controle de urânio enriquecido do Irã após guerra
O presidente dos EUA, Donald Trump, anunciou intenção de tomar posse do estoque de urânio enriquecido do Irã, avaliado em 440 quilos a 60% de pureza. Vladimir Putin também demonstrou interesse em armazenar o material. O programa nuclear iraniano, alvo de sanções e bombardeios, acumula prejuízos de US$ 3,5 trilhões (R$ 17 trilhões) e pode ser convertido para uso militar em curto prazo.
Contexto do programa nuclear iraniano
O programa nuclear do Irã é um dos principais focos de tensão geopolítica há décadas. Duas gerações de iranianos associam o enriquecimento de urânio à guerra, e o país sofreu sanções econômicas que resultaram em prejuízos estimados em US$ 3,5 trilhões (R$ 17 trilhões). Atualmente, o Irã possui cerca de 440 quilos de urânio enriquecido a 60%, nível superior ao necessário para fins civis e próximo do limiar para uso em armas nucleares (90%).
Disputa entre EUA e Rússia pelo material
Donald Trump afirmou em múltiplas ocasiões que pretende tomar posse do estoque nuclear iraniano, referindo-se ao material como 'poeira nuclear' após bombardeios em 2025 às instalações de Fordo, Natanz e Isfahan. Em declarações recentes, o presidente dos EUA sugeriu usar escavadeiras para remover o urânio dos escombros, enquanto o primeiro-ministro de Israel revelou que Trump teria interesse em entrar no Irã para retirar o material. Vladimir Putin, por sua vez, declarou capacidade de armazenar o estoque, intensificando a disputa pelo controle do urânio enriquecido.
Reações e próximos passos
O Irã ainda não confirmou nenhum acordo para transferência de seu estoque nuclear. Especialistas alertam que a conversão do urânio enriquecido a 60% para 90% — nível adequado para armas — poderia ocorrer em um período relativamente curto, aumentando os riscos de proliferação. A comunidade internacional acompanha as negociações, enquanto EUA e Rússia mantêm posições divergentes sobre o destino do material.