Patagonia processa drag queen Pattie Gonia em disputa por marca registrada
A empresa Patagonia entrou com uma ação judicial federal contra a drag queen Pattie Gonia, ativista climática e LGBTQ+, alegando violação de marca registrada. Pattie Gonia, criada por Wyn Wiley, é um trocadilho com o nome da marca e se tornou uma voz proeminente na defesa ambiental e dos direitos queer. As partes afirmam buscar uma resolução, mas os termos propostos divergem significativamente.
Contexto da disputa
A drag queen Pattie Gonia, criada por Wyn Wiley em 2018, é uma persona que combina ativismo climático e defesa dos direitos LGBTQ+. O nome é um trocadilho com a marca Patagonia, conhecida por seu compromisso com a sustentabilidade e responsabilidade ambiental. Desde sua criação, Pattie Gonia ganhou visibilidade como uma das vozes mais influentes na interseção entre questões ambientais e identidade queer no universo outdoor.
Termos do processo e reações
A Patagonia entrou com uma ação judicial federal exigindo que Pattie Gonia retire todos os pedidos de registro de marca, cesse o uso de logotipos semelhantes aos da empresa e pare de vender produtos sob o nome Pattie Gonia. Em resposta, Wyn Wiley publicou um vídeo no Instagram oferecendo retirar o pedido de registro de marca caso a Patagonia desistisse do processo. Wiley afirmou que a disputa não se trata de um conflito de marcas, mas de uma tentativa da empresa de 'apagar um ativista'. A Patagonia, por sua vez, declarou que ambas as partes desejam encerrar a disputa, mas não detalhou as condições para um acordo.
Implicações e alegações
Wyn Wiley alega que a Patagonia busca não apenas impedir o uso do nome Pattie Gonia, mas também ameaça impor mais de US$ 1 milhão em honorários advocatícios. Wiley destacou que a empresa teria informado à mídia que a ação envolveria apenas US$ 1, mas a realidade seria mais severa. A disputa ocorre no início do Mês do Orgulho LGBTQ+, o que intensificou o debate sobre o caso nas redes sociais e entre ativistas.