PSD enfrenta crise interna após ala bolsonarista defender Zema como vice de Caiado em chapa presidencial
O PSD vive uma crise interna após integrantes da ala bolsonarista defenderem Romeu Zema (Novo) como vice em eventual chapa presidencial de Ronaldo Caiado (União Brasil). Dirigentes do partido criticam a articulação e cobram que a vaga seja ocupada por quadros históricos da legenda, como Roberto Brant e Eduardo Sciarra. Líder do PSD na Câmara minimizou a crise, mas documento interno classificou a possibilidade como 'inaceitável'.
Contexto da crise no PSD
O Partido Social Democrático (PSD) enfrenta uma divisão interna após a defesa pública de integrantes da ala bolsonarista pela inclusão de Romeu Zema (Novo), ex-governador de Minas Gerais, como vice na chapa presidencial de Ronaldo Caiado (União Brasil). A movimentação gerou desconforto entre dirigentes do partido, que consideram inaceitável abrir mão da vaga para um nome sem vínculo histórico com a legenda. O líder do PSD na Câmara, Antônio Brito, afirmou que a situação 'já está debelada', mas reconheceu o incômodo causado pela articulação.
Reação interna e cobranças
Um documento interno passou a circular entre integrantes do PSD criticando a possibilidade de o partido não indicar um vice com raízes na legenda. O texto ressalta que o PSD foi fundado 'para abrigar os melhores quadros da vida pública brasileira' e cobra que a vaga seja ocupada por nomes históricos, como Roberto Brant, Eduardo Sciarra e Alda Marcoantonio. A mensagem destaca a importância de manter a harmonia interna e o bom senso nas decisões políticas do partido.