BRB Adia Divulgação de Balanço de 2025 Devido a Investigação Interna de Transações com Banco Master
O Banco de Brasília (BRB) não cumprirá o prazo legal para divulgar seu balanço consolidado de 2025, citando a necessidade de concluir investigações internas sobre transações suspeitas com o Banco Master. A postergação visa assegurar a fidedignidade dos dados financeiros e identificar responsáveis por prejuízos.
Investigação sobre Operações com Banco Master
O Banco de Brasília (BRB) anunciou o adiamento da divulgação de seu balanço consolidado de 2025, que deveria ocorrer até 31 de março. A decisão foi tomada em virtude da necessidade de conclusão dos trabalhos de auditoria forense contratada para apurar eventos relacionados à operação 'Compliance Zero'. O presidente do banco, Nelson de Souza, explicou que a postergação é necessária para garantir que não faltem informações sobre os responsáveis e para evitar a divulgação de números incorretos. A investigação interna visa identificar quem causou o prejuízo ao BRB em transações realizadas com o Banco Master.
Detalhes das Transações Suspeitas
Um documento interno do BRB revelou que o Banco Master alegou ter comprado, em 4 de março de 2025, uma carteira de créditos supostamente podres da Tirreno por R$ 143,6 milhões. No dia seguinte, 5 de março de 2025, o ativo teria sido repassado ao BRB por R$ 251,2 milhões. O parecer interno do BRB destaca que a transação entre Master e Tirreno ocorreu em um feriado nacional, levantando dúvidas sobre a regularidade. O BRB também descobriu, em visita técnica em abril de 2025, que parte das carteiras de crédito adquiridas do Master não existia na prática. A tentativa do BRB de comprar 58% das ações do Banco Master por R$ 2 bilhões em 2025 foi barrada pelo Banco Central, que liquidou o banco e prendeu o dono do Master, Daniel Vorcaro.
Inquérito sobre Nelson Tanure Remetido ao STF
Um inquérito da Polícia Federal, que apura relatos de ameaças e perseguição de Nelson Tanure a um gestor de fundos de investimento, foi remetido ao Supremo Tribunal Federal (STF). Tanure é investigado no caso do Banco Master, suspeito de ser sócio oculto. O gestor, Vladimir Timerman, fundador da Esh Capital, acusa Tanure de coação e perseguição. Tanure nega ser sócio ou beneficiário do Master. O STF, por meio do ministro André Mendonça, relator do caso Master, decidirá se o inquérito sobre as supostas ameaças se juntará aos demais que investigam o esquema criminoso do ex-banqueiro Daniel Vorcaro.