Pílula para câncer de pâncreas dobra sobrevida e emociona médicos em congresso internacional
Estudo de fase 3 apresentado na American Society of Clinical Oncology (ASCO) revelou que a pílula daraxonrasib, desenvolvida pela Revolution Medicines, dobrou a sobrevida média de pacientes com câncer de pâncreas e mutação RAS G12. Resultados mostraram redução de 60% no risco de morte e menor toxicidade em comparação à quimioterapia convencional.
Resultados do estudo RASolute 302
O estudo RASolute 302, um ensaio clínico randomizado de fase 3, comparou a eficácia da pílula daraxonrasib com a quimioterapia convencional em 500 pacientes com câncer de pâncreas. Os resultados apresentados na ASCO, em Chicago, surpreenderam a comunidade médica: - **Sobrevida média**: 13,2 meses para pacientes com mutação RAS G12 que tomaram a pílula, contra 6,6 meses para aqueles em quimioterapia. - **Redução do risco de morte**: Queda de 60% no grupo que utilizou daraxonrasib. - **Tempo até progressão da doença**: 7,3 meses com a pílula, em comparação a 3,5 meses com quimioterapia. - **Redução tumoral**: Mais de 30% dos pacientes tratados com daraxonrasib apresentaram redução mensurável do tumor, contra 11,2% no grupo de quimioterapia. - **Toxicidade**: Apenas 1,2% dos pacientes interromperam o tratamento com a pílula devido a efeitos colaterais, enquanto 11,2% dos pacientes em quimioterapia precisaram interromper o tratamento.