Justiça mantém guarda provisória de filho de PM acusado de triplo homicídio com avó paterna
A Justiça do Rio Grande do Sul decidiu manter a guarda provisória do filho do policial militar Cristiano Domingues Francisco, principal suspeito do desaparecimento e morte de sua ex-esposa Silvana de Aguiar e dos avós maternos da criança, com a avó paterna. O menino está sob os cuidados da avó paterna desde janeiro de 2026, quando os corpos das vítimas ainda não haviam sido encontrados. O caso corre em sigilo, mas a decisão foi confirmada pelo advogado da família materna, que busca reverter a guarda.
Contexto do caso
Cristiano Domingues Francisco, policial militar, é o principal suspeito do desaparecimento e morte de sua ex-esposa Silvana de Aguiar, de 48 anos, e dos avós maternos da criança, Isail Vieira de Aguiar, de 69 anos, e Dalmira Germann de Aguiar, de 70 anos. Os corpos das vítimas ainda não foram localizados, mas Francisco está preso preventivamente e responde pelos crimes. A guarda do filho do casal, que estava com a mãe do PM desde janeiro de 2026, foi mantida provisoriamente com a avó paterna pela juíza Tatiana Martins da Costa, da Vara de Família de Cachoeirinha.
Decisão judicial e reações
A decisão da Justiça manteve a guarda provisória do menor com a avó paterna, apesar dos pedidos da família materna para assumir a responsabilidade. O advogado Gilmar Souza de Vargas, representante da família Aguiar, afirmou que a defesa buscará reverter a decisão, alegando que o melhor interesse da criança seria permanecer com a família materna. A avó paterna foi indiciada pela Polícia Civil por fraude processual e associação criminosa, acusada de manipular provas e apagar dados de dispositivos eletrônicos. O Ministério Público não a denunciou, mas determinou novas investigações e avalia a possibilidade de um Acordo de Não Persecução Penal (ANPP).