STF abre apuração preliminar sobre emendas parlamentares para ONGs ligadas a produtora de filme sobre Bolsonaro
O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou a abertura de uma apuração preliminar para investigar irregularidades na destinação de emendas parlamentares a entidades ligadas à produtora do filme 'Dark Horse', cinebiografia do ex-presidente Jair Bolsonaro. A denúncia envolve um 'ecossistema' de ONGs interconectadas e repasses milionários de deputados do PL.
Contexto e entidades envolvidas
A apuração preliminar foi solicitada pelos deputados Tabata Amaral (PSB-SP) e Pastor Henrique (PSOL-RJ) e mira um grupo de entidades que compartilham endereço, gestão e infraestrutura sob o comando de Karina Ferreira da Gama, produtora do filme 'Dark Horse'. As organizações citadas incluem o Instituto Conhecer Brasil (ICB), a Academia Nacional de Cultura (ANC) e a Go Up Entertainment. Segundo o documento, a fragmentação em múltiplos CNPJs pode dificultar a rastreabilidade dos recursos públicos.
Ligação com o filme e valores repassados
Karina Ferreira da Gama é a produtora responsável pelo filme 'Dark Horse', que retrata a vida de Jair Bolsonaro. A obra ganhou destaque após conversas divulgadas entre Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e Daniel Vorcaro, do Banco Master, nas quais o senador pede R$ 134 milhões para financiar a produção. A ANC recebeu cerca de R$ 2,6 milhões em emendas 'Pix', com repasses de deputados do PL, incluindo Alexandre Ramagem (PL-RJ). Tabata Amaral alega possível desvio de recursos públicos para marketing eleitoral e violação dos princípios de impessoalidade e moralidade administrativa.