Portugal endurece políticas migratórias, mas depende de trabalhadores estrangeiros para sustentar economia
Portugal adota leis migratórias mais rígidas e vê crescimento do partido de extrema direita Chega, que defende restrições a imigrantes. No entanto, o país depende economicamente de 1,5 milhão de estrangeiros, que representam 14% da população e contribuem com 14% da arrecadação da Previdência Social. Sem essa mão de obra, setores como agricultura e serviços enfrentariam escassez de trabalhadores.
Dependência econômica de imigrantes
Um estudo da Agência para a Integração, Migrações e Asilo (Aima) revelou que 1,1 milhão de estrangeiros contribuíram para a Previdência Social portuguesa em 2025, um aumento de 447% em relação a uma década atrás. As contribuições somaram 4,2 bilhões de euros, equivalentes a 14% do total arrecadado. Setores como agricultura, serviços e exportação dependem diretamente dessa mão de obra, especialmente para funções como colheita de frutas e atendimento em cafés.
Hostilidade crescente e contradições políticas
Apesar da dependência econômica, o discurso anti-imigração ganha força em Portugal, impulsionado pelo partido Chega, que defende que 'imigrantes não podem viver de subsídios'. Especialistas alertam que a retórica hostil contrasta com a realidade: os estrangeiros não recebem mais benefícios sociais do que os portugueses e são essenciais para a sustentabilidade do sistema previdenciário.