STF investiga emendas parlamentares para obras em escolas após prisão de deputado por desvio de verbas no Rio
O Supremo Tribunal Federal (STF) iniciou investigação sobre emendas parlamentares destinadas a obras em escolas estaduais do Rio de Janeiro após a prisão do deputado Thiago Rangel (Avante). A Polícia Federal aponta esquema de desvio de recursos públicos, com empresas de fachada beneficiadas por contratos direcionados politicamente.
Contexto da investigação
As emendas parlamentares da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), voltadas para reformas em escolas estaduais, estão sob investigação do STF após a prisão do deputado estadual Thiago Rangel (Avante) no início de maio de 2026. A Polícia Federal (PF) identificou que o parlamentar integrava um esquema de desvio de verbas públicas destinadas à educação. Documentos da Secretaria Estadual de Educação indicam que Rangel propôs uma emenda de quase R$ 870 mil para a Diretoria Regional Noroeste Fluminense, cuja diretora, Jucia Gomes de Souza, também foi presa.
Empresa de fachada e irregularidades
A Universo Construtora e Serviços de Reformas, empresa beneficiada pela emenda parlamentar, é investigada pela PF por características de fachada. Apesar de declarar atuação em diversos segmentos da construção civil, a empresa não possui funcionários registrados. A sede da companhia, localizada em Campos dos Goytacazes, apresenta estrutura incompatível com o volume financeiro de suas operações. Segundo a PF, o sócio da empresa, Lidiomar Lopes de Souza, realizou saques em espécie de R$ 500 mil e depósitos suspeitos para um posto de gasolina.