Cafeicultores do Sul de Minas investem R$ 140 mil em monitoramento para combater furtos na safra recorde
Produtores de café do Sul de Minas Gerais investiram mais de R$ 140 mil em sistemas de monitoramento para proteger propriedades contra furtos e roubos. A medida ocorre em meio a uma safra recorde, com expectativa de colheita superior a 33 milhões de sacas no estado, aumentando a preocupação com a segurança nas lavouras.
Sistema de monitoramento coletivo em Três Pontas
Cinco cafeicultores de Três Pontas (MG) se uniram para instalar um sistema de monitoramento nas estradas de acesso às fazendas. O investimento, que ultrapassou R$ 140 mil, inclui três câmeras: duas para registrar movimentação de veículos e pessoas e uma exclusiva para leitura de placas. O sistema emite alertas automáticos ao detectar veículos não cadastrados, permitindo uma resposta rápida a movimentações suspeitas.
Prejuízos motivam adoção de tecnologia
A produtora Adalgisa Miranda, de Três Pontas, decidiu investir em monitoramento após ser vítima de criminosos em 2025. Em um dos casos, ladrões colheram café diretamente dos pés durante a noite. Em outra ocasião, invadiram a área do secador estático e furtaram parte do café armazenado. "Foi uma surpresa. Não tinha nenhum grão de café no pé, eles apanharam durante a noite", relatou Miranda.
Safra recorde aumenta preocupação com segurança
Minas Gerais deve colher mais de 33 milhões de sacas de café em 2026, volume considerado recorde. A expressividade da safra tem intensificado a preocupação dos produtores com a segurança nas propriedades, mesmo com a redução dos crimes registrada nos últimos meses. A sensação de insegurança persiste, motivando investimentos em tecnologia e ações coletivas de vigilância.