Irã reafirma controle sobre Estreito de Ormuz e desafia EUA com ameaças a embarcações
O governo iraniano anunciou neste domingo (31/05) que mantém controle absoluto sobre o Estreito de Ormuz, uma das rotas marítimas mais estratégicas do mundo para o comércio de petróleo e gás. Em comunicado, o Irã destacou que autorizou a passagem de 28 embarcações entre sexta e sábado (29 e 30/05), reforçando sua capacidade de monitoramento e intervenção na região. O país alertou que qualquer tentativa de interferência estrangeira será respondida com medidas imediatas.
Contexto geopolítico e reações internacionais
O Estreito de Ormuz, localizado entre o Irã e Omã, é uma passagem crítica para cerca de 20% do petróleo global. A tensão na região escalou nos últimos meses devido a confrontos entre o Irã e os Estados Unidos, que mantêm presença militar no Golfo Pérsico. O comunicado iraniano surge após Washington propor uma trégua de 60 dias, interpretada por Teerã como um sinal de recuo dos EUA. O presidente do Parlamento iraniano, Mohammad Bagher Ghalibaf, afirmou que 'a unidade e resistência popular' do Irã foram tão decisivas quanto seu poderio militar para 'fazer o inimigo retroceder'. Ghalibaf também alertou para tentativas de pressão econômica e manipulação midiática por parte dos EUA e Israel.
Controle militar e tráfego marítimo
Segundo o informe do Quartel-General Central Khatam al-Anbiya, a Marinha da Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC) tem monitorado e autorizado a passagem de embarcações no estreito. O documento detalha que 28 navios foram liberados entre os dias 29 e 30 de maio, demonstrando a capacidade operacional do Irã na região. O controle iraniano sobre o Estreito de Ormuz é visto como uma ferramenta de pressão geopolítica, especialmente em meio às sanções econômicas impostas ao país e às tensões com potências ocidentais.