Justiça dos EUA impede uso de provas contra Luigi Mangione em julgamento por assassinato de CEO
A Justiça dos Estados Unidos aceitou o pedido da defesa de Luigi Mangione para suprimir provas apreendidas durante sua prisão, alegando revistagem ilegal e falta de informação sobre seus direitos. Mangione é acusado de matar Brian Thompson, CEO de uma empresa de seguros, em dezembro de 2024. O julgamento está previsto para setembro de 2026 e pode resultar em prisão perpétua.
Detalhes do caso e decisão judicial
Luigi Mangione, de 28 anos, teve seu pedido aceito pela Justiça dos EUA para impedir que provas apreendidas durante sua prisão sejam usadas em seu julgamento. A defesa argumentou que Mangione foi revistado ilegalmente e não foi informado de seus direitos legais no momento da detenção em uma lanchonete na Pensilvânia. O juiz Gregory Carro, de um tribunal estadual de Nova York, concordou com a defesa, apesar dos promotores negarem as alegações. Mangione é acusado de assassinar Brian Thompson, CEO de uma empresa de seguros de saúde, em 4 de dezembro de 2024, em Manhattan. O julgamento está marcado para 8 de setembro de 2026 e deve durar seis semanas.
Provas e acusações
A acusação afirma possuir diversas provas que ligam Mangione ao crime, incluindo DNA, impressões digitais, um telefone celular e uma mochila supostamente deixada por ele durante sua fuga de Nova York. Em janeiro de 2026, a juíza Margaret Garnett rejeitou acusações federais que poderiam levar Mangione à pena de morte, incluindo homicídio e porte de arma com silenciador. Mangione ainda enfrenta acusações estaduais de homicídio e perseguição, que podem resultar em prisão perpétua sem possibilidade de liberdade condicional. Ele nega todas as acusações.