Irã Condena Mais Quatro à Morte por Protestos; Acusações Incluem Atuação para EUA
Quatro pessoas, incluindo uma mulher, foram condenadas à morte no Irã por sua participação em protestos contra o governo. As acusações incluem atuação em nome dos Estados Unidos, segundo organizações de direitos humanos. O Irã já executou sete indivíduos ligados a manifestações anteriores.
Repressão e Acusações de Atuação para EUA
Quatro indivíduos, entre eles uma mulher, foram condenados à morte no Irã em conexão com os protestos contra o governo que ocorreram no início do ano, conforme relatado por diversas organizações de direitos humanos. As sentenças foram proferidas após os condenados serem considerados culpados de atuar em nome dos Estados Unidos. A inclusão de uma mulher entre os condenados a pena capital por esses protestos é um fato inédito. A República Islâmica é acusada por grupos de direitos humanos de utilizar a pena de morte como ferramenta de repressão para instilar medo na população, especialmente em meio à guerra contra Israel e os Estados Unidos. Ativistas temem um aumento significativo no número de execuções.
Contexto dos Protestos e Execuções Anteriores
As manifestações, que começaram motivadas pelo alto custo de vida, evoluíram para uma mobilização nacional contra o regime, atingindo seu pico entre os dias 8 e 9 de janeiro. Até o momento, o Irã já executou sete pessoas diretamente ligadas a esses protestos, que, de acordo com ativistas, foram reprimidos com violência, resultando em milhares de mortos e dezenas de milhares de detidos. O relatório anual conjunto da Iran Human Rights (IHR) e da Together Against the Death Penalty (ECPM) indicou que pelo menos 1.639 pessoas foram executadas no Irã em 2025, sendo 48 mulheres. Além das sete execuções confirmadas, sentenças de morte foram emitidas contra pelo menos mais 26 pessoas pelas manifestações, e centenas de outros indivíduos enfrentam acusações que podem levar à pena capital.