Polícia Militar é afastada após morte de entregador na Ilha do Governador; família denuncia ação descaracterizada
Família do entregador Lucas Rodrigues Rocha, de 25 anos, morto durante operação policial na Vila Joaniza, Ilha do Governador (RJ), acusa PMs de atuarem descaracterizados. Vídeos de câmeras de segurança mostram agentes entrando em ferro-velho próximo ao local do crime, onde Lucas foi baleado pelas costas. A corporação afastou os policiais envolvidos e abriu investigação interna.
Detalhes da operação e denúncias da família
Lucas Rodrigues Rocha, entregador por aplicativo, foi morto com um tiro de fuzil durante uma ação policial na comunidade da Vila Joaniza, na Ilha do Governador, no Rio de Janeiro. A família alega que ele foi alvejado pelas costas e não tinha envolvimento com o crime. Segundo a sogra de Lucas, Mariana Souza de Oliveira, 'ele não era traficante, era pai de família'. Imagens de câmeras de segurança de um ferro-velho próximo ao local da ocorrência mostram policiais militares descaracterizados entrando no estabelecimento antes do confronto. Cinco agentes foram flagrados: quatro sem farda e um fardado, que recebeu uma arma de outro PM e uma escada para acessar a comunidade pelo muro do ferro-velho.
Reação da Polícia Militar e investigação
A Polícia Militar do Rio de Janeiro afastou os agentes envolvidos na operação e abriu investigação interna para apurar as circunstâncias da morte de Lucas. Testemunhas relataram que os policiais acessaram a comunidade pelo muro do ferro-velho, e um blindado da PM chegou ao local minutos após o ocorrido. A família de Lucas decidiu investigar o caso por conta própria após sentir que o jovem foi tratado como suspeito pelas autoridades. O caso reforça debates sobre a atuação de policiais descaracterizados em operações no estado.