Julgamento do caso Henry Borel é retomado após cinco anos com acusação de tortura e homicídio qualificado
A Justiça do Rio de Janeiro retomou nesta segunda-feira (25) o julgamento do caso Henry Borel, morto aos 4 anos em 2021. Monique Medeiros, mãe da vítima, e Jairo Souza Santos Junior, ex-vereador e padrasto, são acusados de tortura e homicídio qualificado. O processo, marcado por adiamentos e manobras jurídicas, ocorre a portas fechadas com proibição de câmeras e microfones no Tribunal do Júri.
Contexto e acusações
O caso Henry Borel, que chocou o Brasil em 2021, voltou a ser julgado após cinco anos de tramitação judicial. Monique Medeiros, mãe do menino, e Jairo Souza Santos Junior, conhecido como Jairinho e ex-vereador do Rio de Janeiro, são acusados de tortura e homicídio qualificado. Henry Borel morreu em março de 2021, aos 4 anos de idade, em circunstâncias que levantaram suspeitas de violência doméstica. O julgamento foi retomado após uma série de adiamentos, incluindo uma tentativa de abandono do plenário pelos advogados de Jairinho em março deste ano.
Detalhes do julgamento
O Tribunal do Júri iniciou os trabalhos com restrições rigorosas: câmeras e microfones foram proibidos, e o julgamento ocorre a portas fechadas. Leniel Borel, pai de Henry, compareceu ao tribunal e expressou esperança por uma condenação exemplar. "Espero realmente que hoje seja o fim de um capítulo de uma história de injustiça e que seja uma condenação exemplar na proporção da brutalidade que fizeram", declarou. Jairinho, que está preso em Bangu 8, chegou a destituir cerca de 20 advogados, alegando que seu principal defensor sofreu um infarto. No entanto, voltou atrás após o Ministério Público solicitar sua transferência para Bangu 1, unidade considerada menos confortável.
Defesa e expectativas
A defesa de Jairinho argumenta que não há provas suficientes para condená-lo. "Analisando as provas, não há dúvidas, não ocorreu o crime, não existiu o crime", afirmou Rodrigo Faucz, um dos advogados do ex-vereador. A equipe jurídica de Monique Medeiros não se pronunciou publicamente até o momento. O caso, que envolve uma das maiores comoções sociais dos últimos anos no Brasil, é acompanhado de perto pela sociedade, que espera uma decisão judicial que reflita a gravidade das acusações.