Papa Leão XIV Condena Ameaças de Trump ao Irã como 'Inaceitáveis' e Violações do Direito Internacional
O papa Leão XIV qualificou as ameaças do presidente Donald Trump contra o povo iraniano como 'inaceitáveis' e violações do direito internacional. Trump afirmou que 'uma civilização inteira morrerá' se o Irã não atender às suas exigências. Em resposta, o Irã convocou a população a formar correntes humanas em volta de usinas elétricas e cortou comunicações com os EUA.
Tensão Escalada com Ameaças de Trump e Reações Internacionais
O papa Leão XIV declarou em 7 de abril de 2026 que as ameaças do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, contra todo o povo do Irã são 'inaceitáveis'. As declarações do pontífice surgiram após Trump afirmar que 'uma civilização inteira morrerá' nesta terça-feira (7), caso o Irã não ceda às suas demandas. O papa criticou a ameaça de bombardear pontes e usinas de energia, classificando ataques à infraestrutura civil como violações do direito internacional e uma questão moral. Ele apelou para que cidadãos globais contatem seus representantes políticos e exijam o fim da guerra, lembrando das vítimas, incluindo crianças. O presidente do Irã, Masoud Pezeshkian, informou que mais de 14 milhões de iranianos estão 'prontos para se sacrificar' pelo país, indicando a recusa do regime em ceder ao ultimato de Trump, que expirava às 21h de Brasília. O enviado iraniano na ONU, Amir-Saeid Iravani, considerou as ameaças de Trump como incitação a crimes de guerra e potencialmente genocídio, e declarou que o Irã não 'ficará de braços cruzados', exercendo seu direito de autodefesa. Em meio à escalada, o Irã cortou comunicações diretas com os EUA, segundo o The Wall Street Journal, embora negociações por cessar-fogo continuem via mediadores. Uma autoridade iraniana de alto escalão ameaçou fechar também a via marítima de Bab el-Mandeb e deixar 'todo o Oriente Médio no escuro' caso os EUA ataquem suas usinas de energia. A ilha de Kharg, ponto crucial para as exportações de petróleo do Irã, foi bombardeada novamente pelos Estados Unidos, confirmou o vice-presidente J.D. Vance. O Exército de Israel emitiu um 'alerta urgente' para que iranianos evitem viajar de trem, prevendo bombardeios contra ferrovias.
Irã Mobiliza População para Proteger Infraestrutura Energética e Reforça Defesa
Em resposta às ameaças de Donald Trump de atacar usinas elétricas, o governo iraniano convocou a população a formar correntes humanas ao redor dessas instalações em Teerã e outras regiões. A iniciativa, intitulada 'A Corrente Humana Juvenil do Irã para um Futuro Brilhante', visa manifestar solidariedade e apoio às forças armadas. A Guarda Revolucionária Islâmica emitiu um aviso contundente a países vizinhos, indicando que sua 'contenção acabou' e ameaçando atacar infraestruturas dos EUA e aliados na região. O embaixador iraniano no Paquistão, Reza Amiri Moghadam, classificou a situação como 'crítica' e 'delicada', enquanto o Irã rejeitou o plano de 15 pontos dos EUA e apresentou sua própria proposta de 10 pontos, que inclui garantias contra ataques futuros, reparações, controle do Estreito de Ormuz e o levantamento de sanções. O país também se prepara para lutar por mais seis meses e ameaça fechar o Estreito de Bab el-Mandeb.
Ataques a Universidades Iranianas Denunciados como Crimes de Guerra
O representante permanente do Irã na ONU, Amir Saeed Iravani, denunciou em carta ao secretário-geral da ONU e ao presidente do Conselho de Segurança ataques conjuntos dos Estados Unidos e Israel a universidades em Teerã, incluindo a Universidade de Tecnologia Sharif e partes da Universidade Shahid Beheshti. Iravani classificou os ataques como crimes de guerra deliberados e atos de terrorismo de Estado, apelando à comunidade internacional para que intervenha e responsabilize os perpetradores. Os ataques causaram danos a faculdades, departamentos e institutos de pesquisa, incluindo instalações de Inteligência Artificial (IA) na Universidade Sharif, conhecida como 'MIT do Irã'.