Microsoft admite falha no Edge e corrige armazenamento de senhas em texto simples na memória RAM
A Microsoft reconheceu uma vulnerabilidade no navegador Edge após pesquisador de segurança norueguês descobrir que senhas eram armazenadas em texto simples na memória RAM. A empresa inicialmente minimizou o risco, mas implementou correções a partir da versão 148 do navegador após repercussão negativa. A falha expunha credenciais a possíveis ataques de hackers ou malwares.
Detalhes da vulnerabilidade
O pesquisador de segurança Tom Jøran Sønstebyseter Rønning identificou que o Microsoft Edge armazenava senhas descriptografadas na memória RAM do computador, mesmo quando os sites associados não estavam em uso. Segundo Rønning, o navegador descriptografava todas as credenciais salvas na inicialização e as mantinha residentes na memória do processo, facilitando o acesso por invasores ou softwares maliciosos caso o sistema estivesse comprometido. A Microsoft foi alertada sobre o problema, mas inicialmente classificou o comportamento como 'esperado', argumentando que só haveria riscos se o computador já estivesse sob controle de terceiros.
Correção implementada
Após críticas e repercussão negativa, a Microsoft revisou sua posição e implementou mudanças no Edge a partir da versão 148. A empresa não detalhou publicamente as alterações técnicas, mas o pesquisador confirmou que as senhas não são mais mantidas em texto simples na memória RAM, reduzindo o risco de exposição. A correção foi aplicada sem necessidade de atualização manual pelos usuários, garantindo proteção imediata para todos os dispositivos com o navegador atualizado.