Campinas registra 1,1 mil flagrantes diários de motociclistas com placa encoberta em 2026
Entre janeiro e junho de 2026, Campinas (SP) registrou 196,2 mil flagrantes de motociclistas encobrindo a placa dos veículos, uma média de 1,1 mil infrações por dia. A prática, considerada gravíssima, resulta em multa de R$ 293,47 e sete pontos na CNH. Apesar da queda de 39% em relação a 2025, a Emdec intensificou fiscalizações remotas e blitze integradas para coibir a irregularidade.
Dados e fiscalização
Campinas registrou 196,2 mil flagrantes de motociclistas encobrindo a placa dos veículos entre janeiro e junho de 2026, equivalente a 1,1 mil infrações diárias. A Empresa Municipal de Desenvolvimento de Campinas (Emdec) destacou que os condutores flagrados frequentemente transitam em altas velocidades, avançam sinais vermelhos e utilizam corredores exclusivos do BRT após travessias de pedestres. A prática, considerada infração gravíssima, acarreta multa de R$ 293,47 e sete pontos na Carteira Nacional de Habilitação (CNH). Apesar do alto número, houve uma redução de 39% nos flagrantes em comparação ao mesmo período de 2025, quando foram registradas 323,7 mil ocorrências. A Emdec atribuiu a queda às frentes de fiscalização adotadas, incluindo 19 câmeras ativas que identificaram 14,8 mil condutas de risco no primeiro semestre de 2026, além de 124 operações conjuntas (blitze) que flagraram mais de 4,5 mil condutas irregulares. Radares também foram remanejados para pontos críticos, como as avenidas Ruy Rodriguez e John Boyd Dunlop, mantendo 144 pontos fixos de fiscalização na cidade.
Impacto no trânsito
A irregularidade de encobrir placas compromete a identificação dos veículos em imagens captadas por radares, invalidando registros de infrações. Além disso, motociclistas que adotam essa prática estão frequentemente envolvidos em condutas de risco, como excesso de velocidade e desrespeito a sinais de trânsito, contribuindo para o aumento de acidentes. A Emdec reforçou que a fiscalização contínua visa reduzir não apenas o número de infrações, mas também os índices de vítimas fatais no trânsito, onde motociclistas representam a maior parte dos casos.