Universidades britânicas contratam empresa de ex-militares para espionar estudantes pró-Palestina
Investigação da Al Jazeera e Liberty Investigates revela que ao menos 12 universidades do Reino Unido, incluindo Oxford, LSE e UCL, contrataram a Horus Security Consultancy Limited para monitorar estudantes e acadêmicos em protestos pró-Palestina. A empresa, dirigida por ex-oficiais de inteligência militar, recebeu £443,9 mil entre 2022 e 2025 para rastrear atividades em redes sociais e produzir relatórios de vigilância.
Monitoramento e instituições envolvidas
A Horus Security Consultancy Limited, fundada em 2006 por Jonathan Whiteley, ex-tenente-coronel, foi contratada por universidades como Universidade de Oxford, London School of Economics (LSE), University College London (UCL), Imperial College London, King’s College London (KCL), Universidade de Sheffield, Universidade de Leicester, Universidade de Nottingham, Cardiff Metropolitan University e Universidade de Bristol. Os serviços incluíram vigilância de redes sociais e produção de relatórios sobre protestos e indivíduos considerados relevantes para a segurança dos campi.
Contexto e implicações éticas
O monitoramento ocorreu durante um período de intensificação dos protestos estudantis contra a guerra em Gaza, entre o final de 2023 e 2024. A Horus utilizou ferramentas de inteligência de código aberto para compilar dados públicos, levantando preocupações sobre liberdade de expressão e privacidade no ambiente universitário. O caso expõe o uso de vigilância privada em instituições de ensino, com implicações jurídicas e éticas sobre o direito à manifestação.