Cúpula da Otan em Ancara coloca Ucrânia e tensões internas no centro das discussões
A reunião de cúpula da Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte) começou nesta terça-feira (7) em Ancara, na Turquia, com a Guerra da Ucrânia como principal pauta. O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, terá encontro bilateral com o presidente dos EUA, Donald Trump, para discutir estratégias de encerramento do conflito. Ataques recentes da Rússia a Kiev, que deixaram 22 mortos, reforçam a urgência por sistemas de defesa como o Patriot.
Ucrânia cobra apoio militar e critica lentidão no fornecimento de defesas
O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, criticou a demora no envio de sistemas de defesa Patriot pelo Ocidente após ataques russos a Kiev que resultaram em 22 mortes. Segundo dados da Força Aérea ucraniana, nenhum dos 23 mísseis balísticos disparados pela Rússia foi interceptado. Zelensky classificou a situação como 'absurda' e destacou a necessidade de ampliar a produção de armamentos para conter o 'terror balístico'. Ele terá uma reunião bilateral com Donald Trump durante a cúpula para discutir o fim da guerra, enquanto o presidente americano também planeja abordar o tema com Vladimir Putin posteriormente.
Tensões internas e desafios da aliança
A cúpula da Otan ocorre em um contexto de divergências internas, com países membros debatendo o nível de apoio à Ucrânia e a distribuição de responsabilidades militares. A Turquia, anfitriã do evento, tem mantido uma postura ambígua em relação ao conflito, equilibrando relações com a Rússia e a aliança ocidental. O secretário-geral da Otan, Mark Rutte, enfrenta o desafio de unificar posições em meio a pressões por maior comprometimento financeiro e militar dos membros, especialmente após a meta de gastos de 2% do PIB em defesa ter sido reforçada nos últimos anos.